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COVID-19

18 Dezembro 2020

O que é a COVID-19?

O novo coronavírus, denominado SARS-CoV-2, provoca a doença COVID-19. Este vírus foi identificado recentemente em dezembro de 2019, na cidade de Wuhan, China.

Os coronavírus são uma família de vírus causadores de doença no ser humano. A infeção pode ser semelhante a uma síndrome gripal comum ou apresentar-se como uma doença mais grave, como pneumonia, especialmente em idosos ou imunodeprimidos.

Na última década, dois novos coronavírus revelaram-se altamente patogénicos para os seres humanos: o SARS-CoV, que foi identificado em 2002 como agente etiológico da epidemia de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS), e o MERS-CoV, que foi identificado em 2012 como agente etiológico da Síndrome Respiratória do Médio Oriente (MERS). Ambos os SARS-CoV e MERS-CoV têm origem zoonótica, ou seja, o seu reservatório natural são animais.

Após a realização de vários estudos genéticos, verificou-se que este novo coronavírus pertence ao mesmo grupo do SARS-CoV, identificado em 2002. Por este motivo, a designação inicial 2019-nCoV foi substituída por SARS-CoV-2, ou seja, o segundo coronavírus do grupo que provoca a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS).

Como se transmite a COVID-19?

A transmissão pode ocorrer de pessoa-a-pessoa por via aérea (gotículas > 5 micra) ou por via de contacto directo com superfícies e/ou secreções infecciosas.

Quais são os sintomas da COVID-19?

Os sintomas de COVID-19 aparecem 2 a 14 dias após exposição ao vírus e, na maioria dos casos, inclui:

A maioria dos pacientes com COVID-19 apresenta sintomas leves ou moderados. Porém, algumas pessoas são assintomáticas, ou seja, não apresentam qualquer sintoma.

É importante realçar que pacientes sem qualquer sintomatologia, mas que estejam infetados, podem também transmitir o vírus.

Como é feito o diagnóstico da COVID-19?

[1] A metodologia de RT-PCR apresenta uma sensibilidade (93%) e especificidade (96%) muito elevadas, podendo revelar um resultado positivo antes da pessoa infectada apresentar sintomatologia. Esta técnica requer pessoal e equipamento especializado.

No decorrer da infeção, permite fazer uma monitorização da infeção, uma vez que, quando a pessoa fica curada e não tem o vírus ativo, o resultado deve ser negativo.

Quais são os grupos de risco para a COVID-19?

  • Idosos;
  • Doentes crónicos – Doença cardíaca, pulmonar, diabetes, neoplasias ou hipertensão arterial, entre outras;
  • Imunodeprimidos — Pessoas que se encontram a fazer tratamentos de quimioterapia, tratamentos para doenças auto-imunes (artrite reumatoide, lúpus, esclerose múltipla ou algumas doenças inflamatórias do intestino), VIH ou doentes transplantados.

Quem deve realizar o RT-PCR?

Os casos suspeitos de infeção pelo novo coronavírus devem ser testados laboratorialmente.

Utentes com sintomatologia compatível com COVID-19, como febre, tosse e/ou dificuldade respiratória e/ou se tiver estado em contato com um caso confirmado de COVID-19, deve manter-se em isolamento profilático em casa. Caso os sintomas persistam ou haja agravamento do quadro clínico, deve entrar em contacto com a linha de Saúde 24 (808 24 24 24).

Após contacto com o SNS 24 deve seguir as instruções dadas pelo profissional de saúde, que determinará se será necessário realizar o teste COVID-19.

O teste não é recomendado para a generalidade da população sem sintomatologia, uma vez que, no período de incubação do vírus, a carga viral pode ser muito reduzida, não sendo possível detetar o vírus e consequentemente originar um resultado falso-negativo.

Se tiver testado positivo para COVID-19, quando posso sair do isolamento?

Se o teste RT-PCR for positivo para SARS-CoV-2, indica a presença do RNA viral, ou seja, que a pessoa está infectada.

No caso de ter testado positivo para COVID-19, só pode deixar o isolamento quando apresentar ausência de sintomatologia e apresentar 2 testes negativos, com o intervalo de 24 horas.

Se tiver testado negativo para COVID-19, significa que não preciso de tomar as devidas precações?

Se tiver testado negativo para COVID-19, significa que, no momento em que realizou o teste, não foi detetado material genético do vírus. No entanto, não significa que não possa estar infetado, uma vez que, na fase inicial da infeção o teste pode ainda ser negativo.

Para além disso, se o teste for negativo, não implica que não tenha as devidas precauções, uma vez que pode ser infetado se não as tomar.

Porque podem existir falsos-negativos no RT-PCR?

Existem vários motivos para o teste RT-PCR ser negativo, nomeadamente:

  • A quantidade de vírus presente na amostra ser reduzida, não sendo possível amplificar e detetar o vírus;
  • Tipo de amostra, uma vez que a carga viral no trato respiratório superior é inferior à do trato respiratório inferior em doentes COVID-19;
  • Procedimento de colheita da amostra;
  • Contaminação no processamento da amostra;
  • Inibição da reacção RT-PCR;
  • Falha na extração do material genético do vírus;
  • Reacção cruzada com outros vírus.

Como realizar a marcação para o teste COVID-19?

As marcações para realização do teste devem ser efectuadas via telefone ou e-mail para o laboratório central AQUALAB.

  • Albufeira — 289 580 890
  • secretariado@aqualab.pt
  • Portimão – 282 424 250
  • jjc@aqualab.pt

Os utentes não se devem dirigir aos postos de colheita ou laboratório sem indicação prévia.

Pesquisa de anticorpos anti-SARS-CoV-2 IgM e IgG

No AQUALAB, podem ser realizados testes serológicos para pesquisa de anticorpos anti-SARS-CoV-2 IgM e IgG, determinando se a pessoa foi previamente infectada ou não, e avaliar a sua imunidade ao vírus.

Os testes serológicos permitem determinar a taxa de infeção através de estudos epidemiológicos, aferir o grau de exposição dos indivíduos ao vírus e quais os indivíduos que desenvolveram anticorpos ao novo coronavírus.

O teste serológico efectuado no AQUALAB é um imunoensaio por quimiluminescência. Esta metodologia permite a quantificação de anticorpos IgM e IgG para SARS-CoV-2.

Para realizar esta análise não é necessária prescrição médica, apenas sendo necessário deslocar-se a um posto de colheitas AQUALAB para efectuar a análise

Quem deve realizar o teste serológico?

  • Pessoas que apresentaram quadro clínico compatível com infecção por COVID-19 mas não realizaram o teste RT-PCR;
  • Pessoas que estiveram em contacto com doentes COVID-19 positivos, não apresentaram sintomatologia e querem avaliar uma possível resposta imunológica;
  • Pessoas que testaram positivo para COVID-19 e queiram avaliar a sua resposta imunológica após a infeção
  • Profissionais de saúde, com a finalidade de determinar o risco de exposição ou disseminação inadvertida do vírus.

Que informação nos pode dar a combinação do RT-PCR e a detecção de anticorpos?

Para o diagnóstico de infeção aguda deve ser realizado um teste molecular, como o RT-PCR, que detecta a presença do material genético do agente etiológico. O RT-PCR indica quem está infectado no momento da colheita da amostra.

Os testes serológicos detectam a presença de anticorpos no sangue em resposta a uma infecção específica, como é o caso da COVID-19. Estes testes permitem detectar infecções subclínicas, impedindo a disseminação do vírus.

A detecção de anticorpos, especialmente IgM, que são produzidos no início da infecção, pode ser combinada com o RT-PCR para aumentar a sensibilidade.

Cinética dos anticorpos

A sensibilidade dos testes serológicos depende do estádio e da gravidade da doença, sendo menos específicos do que o RT-PCR.

No período inicial da infecção, podem não ser detectados níveis de anticorpos, uma vez que a resposta imunitária ainda está a ser construída. Cada paciente tem uma cinética de anticorpos diferente, para a produção de anticorpos.

O sistema imunitário produz anticorpos da classe IgM numa fase inicial da infecção, e os anticorpos da classe IgG são gerados mais tardiamente. IgG persiste no organismo por um período mais longo do que IgM, contribuindo para uma imunidade a longo prazo, o que permite ao sistema imunitário identificar e responder rapidamente a infeções futuras pelo mesmo agente patogénico.

IgM aparece aproximadamente 7 a 10 dias após o início da infecção e persiste em quantidade suficiente durante alguns dias, sofrendo um declínio rápido após este período. IgG aparece, em média, 17 dias após a infecção por SARS-CoV-2 e persiste pelo menos durante 49 dias, segundo artigos científicos.

Atualmente, os estudos científicos realizados não nos permitem saber por quanto tempo os anticorpos IgM ou IgG permanecem no organismo após infeção, ou seja, se a imunidade é transitória ou não.

Adaptado de: Blog MicroBIO – Noticias y curiosidades sobre vírus, bactérias y microbiologia

Adaptado de: Ministerio de Sanidad – Interpretación de las pruebas diagnósticas frente a SARS-CoV-2 (24 de abril de 2020. Versión 2)

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